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Escola Lourdes Lago

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Navegar é Preciso!

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Navegar é Preciso!

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Navegar é Preciso!

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Navegar é Preciso!

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Livro Leviata - Thomas Hobbes

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Navegar é Preciso!

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"...ninguém é tão inteligente que não tenha nada a aprender, e nem tão ignorante...que não tenha nada a ensinar!"

E eu com isso?

A frase é clássica e sugestiva: “O mundo que nós vamos deixar para os nossos filhos depende muito dos filhos que nós deixarmos para este mundo.
”Verdade? Sem dúvida; você sabe, eu sei. Desde que o mundo é mundo...

E daí? E eu com isso? E você com isso? Tudo. Talvez sejamos a primeira geração de adultos que esteja criando um fosso na convivência mais contínua com a geração que nos sucede.

Razões? Dia corrido, competitividade, deslocamentos entre grandes distâncias, jornada de trabalho expandida; tudo isso associado à pressão do sucesso, da disputa, do lugar, da vaga, da vida.

Com isso, justificamos a nossa ausência, ou, vez ou outra, a nossa omissão, no que diz respeito ao cotidiano dos filhos e filhas; quase não há encontro e, quando o há, devido à falta de convívio intenso, despontam conflitos concentrados.

Tão perto, tão longe...

Ainda bem, poderíamos pensar, que ainda há a escola. Lá cuida-se da educação cívica, da educação científica, da educação sexual, da educação artística, da educação filosófica, da educação ecológica, da educação para o trânsito, da educação física, da educação ética e da educação alimentar. E tudo em grandes agrupamentos de pessoas, em espaço limitado e por algumas horas diárias..

Não dá. A escola sem parceria com a família não consegue eficácia e eficiência; construir sólida base teórica, com formação de cidadania e solidariedade social, exige um esforço mais profundo
e agregador.
Por isso, é preciso reservar tempo para partilhar as práticas educativas e formativas.

Tempo? Lamento, não tenho.

É? Já viu alguém que tenha sofrido um infarto não ter tempo, quando sobrevive? Antes de infartar, não tinha tempo algum para cuidar-se; agora, todos os dias, às 05h00 da manhã, caminha na esteira ou pelas praças, de modo a postergar o fim.

Quando o importante fica sufocado pelo urgente, o tempo para consertar tal distúrbio é muito maior do que o que se usaria antes dele existir...

Mario Sergio Cortella


Filósofo, com mestrado e doutorado em Educação, professor-titular do departamento de Teologia e Ciências da Religião e da pós-graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica - PUC-SP; docente- convidado da Fundação Dom Cabral e do Gvpec/FGV-SP; autor de “A escola e o conhecimento” (Editora Cortez), “Não espere pelo epitáfio...” (Editora Vozes), “Não nascemos prontos!” (Editora Vozes) e “Qual é a tua obra: Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética” (Editora Vozes).

Você faz diferença??



Em uma aula, de alguma matéria em alguma escola, certo dia um professor com grande dose de paciência tentou começar a aula, mas você acha que a turma correspondeu?
Que nada. Com um certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não adiantou, ignoramos a solicitação e continuamos firmes na conversa. Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e deu a maior bronca que eu já presenciei.
"Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez", disse, levantando a voz e um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala e o professor continuou.
"Desde que comecei a lecionar, isso já faz muito anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil.
O interessante é que esta percentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais.
É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranquilo sabendo ter investido nos melhores.
Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de ...".
Nem preciso dizer o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso. Aliás, a bronca tocou fundo em todos nós, pois minha turma teve um comportamento exemplar em todas as aulas de Português durante todo o semestre; afinal quem gostaria de espontaneamente ser classificado como fazendo parte do resto ?
Hoje não me lembro muita coisa das aulas de Português, mas a bronca do professor eu nunca mais esqueci. Para mim, aquele professor foi um dos 5% que fizeram a diferença em minha vida. De fato, percebi que ele tinha razão e, desde então, tenho feito de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não há como saber se estamos indo bem ou não; só o tempo dirá a que grupo pertencemos.
Contudo, uma coisa é certa:
se não tentarmos ser especiais em tudo que fazemos,
se não tentarmos fazer tudo o melhor possível,
seguramente sobraremos na turma do resto."